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Em Mato Grosso, o Divino é celebrado em diversos municípios. É representado pela Pomba, símbolo da paz, que figura em grandes bandeiras de cetim vermelho e branco.

Os festeiros, responsáveis pela festa, geralmente são escolhidos num concorrido sorteio solene. Cada festeiro assume uma insígnia sagrada, que carrega durante toda a esmola e procissão: a coroa é levada pelo Imperador, o centro, pela Imperatriz, a bandeira rica pelo Alferes da Bandeira e a bandeira pobre pelo Capitão do Mastro.

O principal elemento desse ritual é o mestre, que guarda detalhado conhecimento das práticas rituais, aptidão para música e capacidade de liderança. O seu mandato é vitalício. Quando há a presença dos "foliõezinhos", é também o mestre o responsável pela escolha e treino dos meninos, que entoarão os cantos sagrados durante a esmola e a festa propriamente dita.


Os músicos ou tocadores são, com frequência, em número de três: o mestre, tocando a viola, o contra-mestre, que é o tocador de sanfona e um "bumbeiro", que toca a caixa. Esses músicos tocam durante toda a tirada da esmola, de casa em casa, pela cidade e arredores - quando o dono da casa solicita que toquem um rasqueado, animam a todos os presentes que dançam, num momento de descontração.

A Festa do Divino, no seu dia, é comemorada com toque de sino, fogos de artifícios e muitos cantos e músicas, realizados pelos músicos e foliões.

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